quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O último a sair apague a luz

Estou sem ideias e o Corrêa sem tempo, mas o quanto antes publicamos algo decente; esse final de ano é sempre corrido demais. Mas finalmente, achei algo importante o suficiente para postar: o apagão geral que afetou grande parte do Brasil nessa madrugada de terça para quarta-feira, me chamou a atenção para algo que sempre penso quando acaba a luz - o quanto estamos vulneráveis sem ela.

Vejam só: pessoas voltando do trabalho de carro ou transporte público, quando acaba a energia. Aqueles que estão de carro têm que prestar atenção redobrada, pois o caos no trânsito passa a reinar - semáforos desligam e não há luz nos postes de iluminação. As que usavam transporte público, dormiram na rua ou na casa próxima de algum conhecido, pois ônibus e táxis não passavam mais. Essas mesmas pessoas não podem ligar para casa para avisar onde e como estão, pois celulares não funcionavam e nem os orelhões. E é isso o mais complicado, a falta de informação. Não há como receber notícias, seja pela internet, pela televisão, telefonemas de conhecidos... apenas pelo rádio que não precise de energia.

Até mesmo o suprimento de água teve que ser cortado. Hospitais que não tinham geradores tiveram que improvisar, e rápido. Aconteceram assaltos e arrastões. E há dezenas de outros exemplos a serem contados, pessoas correndo risco de vida ou aflitas por não saberem o que está acontecendo. É impressionante a falta de infraestrutura para impedir o caos na falta de energia. Ela é a única coisa que nos separa de pessoas que viviam séculos atrás, pois toda essa tecnologia depende de energia, e essa é nossa única grande fonte.

Que no futuro haja um meio alternativo, ou meios, de energia para impedir desastres em escalas maiores.