domingo, 17 de maio de 2009

Portal - Review by Drakkar

Sem assunto novo, de novo. E eu não posto desde março, então, vamos com mais um jogo. Dessa vez vamos com Portal, jogo do final de 2007 que veio junto (e é da mesma franquia) de Half-Life, ou melhor, suas mais recentes expansões. O Half-Life em si deixarei pra uma ocasião maior, como um cast. Ou não.

Dados Técnicos:
Lançamento: 9 de Abril de 2008
Requisitos Mínimos
Processador: Pentium 4 (3.0 GHz ou superior)
Memória: 1 GB
Placa de vídeo: compatível com DirectX 9
Espaço Livre em Disco: 2 GBs

História: 8,5
Começa como começa Half-Life. O jogador controla uma mulher, seu nome é Chell e... isso é tudo que se sabe sobre ela. No começo do jogo, descobre-se que ela trabalha numa empresa chamada Aperture Science e que deverá realizar uma série de testes para fins desconhecidos, com um protótipo de arma geradora de portais, criada pela empresa. Sua única fonte de informações, de ajuda e de, enfim, interação, é uma voz vinda de alguém ou algo que se autodenomina GLaDOS e que promete a Chell, no caso dela terminar todos os testes (cada um feito em uma câmara diferente com objetivos diversos e que apresentam a mecânica do jogo, de dificuldade progressiva) um bolo, que pode ser visto como uma recompensa. Mas, ao longo do jogo, os testes se tornam mais e mais perigosos, quase gerando várias vezes uma morte certa para o jogador, e então GLaDOS passa a se mostrar algo em que não se pode confiar e é até ameaçador.

SPOILERS
E é aí que a história realmente começa a ficar mais interessante, pois GLaDOS mostra que seu objetivo é causar a morte de Chell, mas sem se culpar diretamente, pois se Chell morrer a desculpa é simplesmente que ela falhou no teste, e os motivos de GLaDOS são desconhecidos.
Então, vendo que Chell não morrerá em nenhum 'teste', GLaDOS tenta propositalmente matá-la, no que Chell foge e começa a abrir seu caminho no meio da instalação que, se descobre, está deserta, sem nenhum funcionário nem marcas de violência, simplesmente com cadeiras jogadas e salas vazias. É aí que a história do jogo se revela: GLaDOS é uma inteligência artifical de um supercomputador desenvolvido pela Aperture Science, criado para competir com o cada vez maior progresso da instalação rival, Black Mesa (quem jogou Half-Life conhece muito bem esta última). Mas, ao que parece, GLaDOS (sigla de Genetic Lifeform and Disk Operating System) criou vontade própria e resolveu matar todos os funcionários da base com um gás venenoso, que a impediriam de realizar 'testes' com os sobreviventes do incidente, que estavam em estado criogênico (ou, pelo menos, Chell estava, e no começo do jogo ela acorda de um).
Chell segue as dicas e pistas deixadas por alguém que nunca é/foi visto no jogo (pois não se sabe se ele está morto ou vivo, rondando a base deserta) que, ao que parece, enlouqueceu nesses mesmos testes que a Chell passou e, como ela, fugiu pela base, indicando direções para algum futuro sobrevivente. Entre direções, frases de poetas e comida (água e amendoins), esse sobrevivente deixa a frase mais famosa do jogo Portal: 'The cake is a lie.' escrita diversas vezes em esconderijos diferentes, implicando que GLaDOS não tem nenhuma boa intenção, e que no final de tudo isso não haveria recompensa alguma, senão a morte.
Chell enfim acha o supercomputador GLaDOS, que inicia a encher a sala onde eles se contram com a toxina que teria matado os funcionários numa contagem regressiva de 6 minutos e, desviando foguetes que GLaDOS lançava contra ela com os portais criados por sua arma, aparentemente o destrói, numa explosão que a manda, junto com os pedaços restantes de GLaDOS, finalmente para fora da base subterrânea.
Nos créditos do jogo, ouve-se a voz de GLaDOS cantando um som chamado 'Still Alive', implicando que ela não foi completamente destruída.

RELAÇÃO COM O UNIVERSO DE HALF-LIFE
A empresa onde a história se passa, Aperture Science, é rival da Black Mesa e é citada também nos jogos da franquia Half-Life. Em meio a base deserta, Chell encontra gráficos comparando o lucro das duas empresas. No final do jogo, GLaDOS, em meio a suas muitas outras mentiras para dissuadir Chell de sua jornada para a destruir, argumenta que era a única coisa entre Chell e 'eles', possivelmente indicando os vilões de Half-Life 2, que dominaram o planeta após os eventos de Half-Life.

Gráficos: 8,5
Apesar do muito pouco que é inicialmente introduzido no jogo, este reproduz muito bem as salas vazias e o reflexo da luz nos objetos, assim como os ferimentos de Chell e as inscrições misteriosas do sobrevivente na base. Usa a mesma engine que foi melhorada na recente Orange Box, pacote com vários jogos.

Jogabilidade: 9,5
O que mais inova no jogo é o método usado pela protagonista para escapar da morte, destruir as máquinas, passar dos testes e todo o resto: tudo é feito com uma arma geradora de portais. Estes se limitam a 2 por vez, e podem ser criados em praticamente qualquer superfície plana que caiba. A física do jogo também impressiona, como criar um portal no chão e outro na parede e, quando se 'entrar' no chão, se sai 'caindo' da parede, na mesa velocidade e posição em que se entrou no primeiro portal.

Replay: 8,0
Este jogo, como a franquia do Half-Life, contém vários easter eggs (segredos no jogo) o que faz um jogo novo ainda parecer muito interessante, sempre se descobrindo novas mensagens escondidas. O que também incentiva a jogar de novo é a jogabilidade inovadora e, apesar de simples, muito divertida.

Música: 8,0
Como no Half-Life, as músicas não são abundantes no decorrer do jogo, sendo usadas quando ocorre algo de importante da história do jogo ou em cenas de ação, apesar de se adequarem muito bem a situação que tocam. Mas o que 'faz' a trilha sonora do jogo são os créditos finais (vide o tópico História).

Bugs, erros, etc: 9,5
O jogo não deu CTD nenhuma vez, não é pesado apesar de seus gráficos bem feitos e não ocupa muito espaço do HD, principalmente comparado aos jogos de hoje ( menos de 2 GB).

Média Geral: 8,7
Acabou sendo a parte mais jogada, comentada e lucrativa da Orange Box, entrando no universo do clássico Half-Life não como um simples FPS, mas com criatividade com os poucos personagens, seus adversários e a única 'arma' do jogo e suas funcionalidades, sendo sua única falha sua pouca duração.